Fantasia e Cia.

Prazer em imaginar.
 

7.12.07

Os 7 de Morrison

Finalmente chegou ao fim a grandiosa série de Grant Morrison: Os 7 Soldados da Vitória. Bem, todos concordamos que o final é sem dúvida "sem pé nem cabeça", mas pelo menos dessa vez o Morrison manteve a narrativa relativamente lúcida até quase as últimas páginas, o que já é um recorde pessoal.

De qualquer forma, a forma como a história é escrita, os personagens secundários (e terciários, quarternários, etc...) da DC sendo usados como figuras principais, a grande variedade de estilos de narrativa e arte, a criatividade e mesmo as viagens alucinantes (quem precisa de LCD se temos quadrinhos do Morrison?) fazem dessa série uma das melhores dos últimos anos. Só esperamos que a Final Crisis (Crise Final, depois de tantas outras na sequência), que será escrita pelo Morrison e terá conexão com Os 7 Soldados da Vitória e, há quem diga, até com as antigas histórias do Homem Animal, seja verdadeiramente uma saga digna de Crise nas Infinitas Terras, e não a vergonha que foi Crise Infinita.

Segue abaixo minha avaliação pessoal das histórias de cada soldado dentro da série:

Cavaleiro Andante - A arte estava extraordinária, umas das melhores da série, mas o personagem e a história em si achei uma das mais fracas... Tanto que o pégaso era mais interessante como personagem que o próprio Justin.

Guardião - Pura maluquisse, pura maravilha. Sem comentários a viagem pelos túneis de metrô de NY, e a volta da Legião Jovem aos quadrinhos não poderia ser mais bizarra.

Zatanna - Tudo bem que não vamos aprender sobre Física Quântica lendo o Morrison, mas as brincadeiras que ele fez aqui soaram sensacionais para mim. Talvez seja a série com mais detalhes "ocultos", a arte e o roteiro também estão entre as melhores para mim.

Klarion - Outra série maravilhosa. A arte eu achei a melhor de todas, e a história de uma cidade de judeus nas entranhas da Terra achei outra viagem "positiva" de Morrison.

Projétil - Sem dúvida a série mais engraçada, a idéia de um mercado pornô de super-atrizes-pornô foi hilariante. No final da série já temos certeza que a Projétil seria um bom partido para qualquer marmanjo, pelo menos ela tem bom gosto para roupas íntimas :)

Senhor Milagre - O grande ponto negativo, o que é uma pena. Além da tal homenagem aos Novos Deuses não ter funcionado, a cena de tortura é extremamente desnecessária... e no geral, a série em si, também.

Frankenstein - A série que tinha tudo para ser a mais fraca, acabou sendo uma das melhores. O estilo "Rambo" do Frank é empolgante, e a narrativa consegue fazer uma história totalmente delirante fazer "certo sentido".

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14.9.07

O grande astro

A novíssima série de quadrinhos da DC, Grandes Astros - Superman, acaba de ganhar o prêmio Eisner de melhor série em capítulos. A muito, muito tempo, que não tínhamos material de tamanha qualidade com o grande astro da DC (na minha opnião, desde que John Byrne reescreveu a origem do personagem). Mas o grande mérito desse prêmio é destacar a fase de um outro grande astro da DC: o roteirista Grant Morrison.

A primeira vez que li histórias do Grant, foi na revista Melhores do Mundo, onde ele escrevia histórias da Liga da Justiça. Desde aquela época ele já gostava de "brincar" com a física clássica, e principalmente a física quântica, em suas histórias. Outra coisa que me lembro é que as histórias eram muito doidas, geralmente no espaço, e não existia uma sequência narrativa muito boa... De lá pra cá, Morrison claramente melhorou muito. Os seus dois últimos trabalhos (pelo menos os que sairam agora no Brasil), particularmente, são absolutamente geniais.

Os 7 Soldados da Vitória é basicamente uma maxi-série de 12 meses, onde Morrison usa brilhantemente vários personagens de segundo (e terceiro ou quinto) escalão... Mas não somente isso, a série conta com pequenas séries de 4 revistas para cada personagem, e todos eles na realidade estão lutando contra um mesmo e sombrio inimigo, que ninguém sabe quem ou o que é... Mas cada um faz isso sozinho, sem nunca encontrar diretamente com os outros personagens. Trata-se de uma narrativa genial, daquelas que fica bem claro que levou bastante tempo para ser bolada, e é exatamente nisso que tenho ficado impressionado com o trabalho dele.

Já Grandes Astros - Superman, despensa comentários. É um retorno genial a Era de Prata, cheio de implicações físicas, filosóficas e políticas "embutidas" no argumento brilhante. Porém, ao contrário de antigamente, Grant não deixa mais sua narrativa ficar perdida, e quando deixa, fica bem claro que foi propositalmente, que trata-se de pura diversão (tanto a dele quanto a nossa). Nos momentos em que precisa atar os nós da narrativa, ele o faz brilhantemente... É uma série que mal começou, enfim, se continuar assim poderá ser um dos grandes clássicos dessa década.

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