Fantasia e Cia.

Prazer em imaginar.
 

3.9.07

O nascer de um urso (epílogo)

Esvald era apenas um jovem toraniano que acabara de ingressar na Espada Dourada, a famosa escola de guerra de Bak. Mas os tempos estão difíceis, e muitos dos soldados veteranos da guarda foram escalados para missões fora da cidade... Foram eles caçar os demônios que surgiam em todos os cantos, atormentando tanto os fazendeiros das planícies mais próximas quanto os bárbaros e caçadores da Floresta do Sul. Esvald fora então escalado naquela tarde para ser um dos responsáveis pela vigília do portão sul de Bak.

O sol já ameaçava desaparecer por detrás dos Montes do Corvo, e o jovem Esvald estava impaciente: Queria trocar logo de turno, pois soube que há poucos dias um dos guardas fora atacado à noite por uma besta voadora... Dizem que o pobre diabo teve parte do corpo consumido por uma gosma esverdeada. Mas ninguém soube dizer ao certo se não era somente mais um boato. O Surgimento era algo presente nas mentes de todos os que habitavam Bak, mas somente aqueles poucos aventureiros que cruzaram boa parte de Pontepedra tinham visto algum demônio pela frente... De qualquer forma, Esvald preferia passar a noite em um lugar mais aconchegante... Talvez na Taverna do Pônei Azulado, ou na Casa das Damas, sem dúvida.

O céu já estava escurecido, e somente as nuvens mais brancas podiam ser vistas... As estrelas estavam encobertas, e talvez por isso o que Esvald observou no horizonte da estrada fora ainda mais intrigante... Uma luz pálida pairava no ar, e se aproximava dos portões com grande velocidade!

Assim que se deu conta de que não vira algo natural, Esvald esboçou um grito para chamar pelos outros guardas, mas quando gritou, foi como se não houvesse mais nenhum som no mundo.

Logo após, um velho baixo e envergado por cima de um bastão apareceu como se estivesse estado ao seu lado por uma eternidade... Suas vestes eram nobres, porém incrivelmente comuns e acizentadas, e sua barba branca mal escondia suas largas bochechas e um sorriso carismático: Com um gesto, o velho pediu para que Esvald fizesse silêncio, e logo após o som do mundo retornou:

“Acalme-se meu jovem amigo. Nada do que viu se aproximando na estrada é motivo para pânico... Olhe novamente, trata-se apenas de um, não, de dois cavalos...” – Disse o velho, e foi como se ele conhecesse Esvald a décadas.

“O que? Mas… Realmente, são apenas dois cavalos... Um deles é branco e enorme, parece que brilha no escuro da noitinha...” – Observou o jovem guarda.

“De fato, trata-se de um belo animal. Por favor, deixe que eles entrem comigo. Vim aqui apenas para recebê-los.” – Pediu o velho.

“Eu... Sinto muito senhor. Não podemos deixar nada de estranho passar pelos portões sem informar o chefe da guarda. Mesmo que sejam apenas cavalos.” – Respondeu Esvald ao ancião, embora sentisse que ele era confiável.

“Não se preocupe, jovem, eu estou acima do chefe da guarda de Bak. Observe, eu trouxe o brasão real da Casa da Magia de Torann, e meu posto me confere poder para atuar como um chefe da guarda, não estou certo?”

O velho tirou de seu manto um brasão impresso em uma fina folha de cobre, e sem dúvida, tratava-se de um alto magistrado da Casa da Magia... Mesmo que ele não tivesse poder superior ao chefe da guarda do portão sul de Bak, Esvald ainda assim não iria nunca contrariar um mago de tão alta escala... Esvald era apenas um jovem guarda toraniano:

“Sim… Sim senhor… Bia… Biamin… Sim senhor magistrado, pode levar seu cavalo… Seus cavalos para dentro da cidade!” – Respondeu o assustado guarda, e a essa altura os dois cavalos já estavam a poucos metros de distância.

O velho magistrado fez então um leve sinal com as mãos, e foi como se os dois cavalos prontamente o reconhecessem. Logo após, montou no cavalo branco, e fez sinal para que os guardas abrissem os portões.

Antes de entrar na cidade, porém, ainda virou-se para Esvald e disse:

“Meu nome é Biamindua. Eu sei que é difícil de pronunciar, mas não acho isso um problema... De fato, as vezes prefiro que as pessoas não saibam quem de fato eu sou. Tenha uma boa noite, filho...”

Esvald mal podia acreditar que conhecera Marcus Odissey Biamindua em carne e osso. Não era todo dia que se encontrava o primeiro magistrado da Casa da Magia perambulando pelo portão sul de Bak...


FIM

Obviamente este não é o fim da história de Oldalin e Allia, mas sim o fim do primeiro conto de uma série. Infelizmente até hoje não retornei para escrever o próximo, mas é bem capaz de poder fazer isso assim que o Tomo II de Karanblade tiver sido lançado. No momento, estou finalizando o acessório Dano Crítico, e em breve começaremos a ilustrar e diagramar o Tomo II. Até mais... raph.

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