Fantasia e Cia.

Prazer em imaginar.
 

10.5.07

O nascer de um urso (XIII)

Após mais uma noite de profundo silêncio na Floresta do Sul, onde não se ouviam nem o piar de pássaros enm o uivo dos lobos, Oldalin e Allia seguiram em seus cavalos até chegarem bem próximo de um dos pequenos riachos que traziam as águas do Oceano do Sol, através do famoso Rio Baldan, que ao norte dali dividia a cidadela murada de Bak e o Elmo, lar dos anões... Mas infelizmente, até chegarem a Bak, ainda haviam de passar por regiões perigosas ao norte da floresta, regiões dos orcs! Assim que chegaram ao córrego de água cristalina, puseram-se a beber de sua água vorazmente, juntamente com os cavalos que estavam ainda mais sedentos. Após terem se revitalizado, aproveitaram a água para se banharem, e limpar algumas das cicatrizes que haviam perdurado desdé a luta com os goblins...

Allia retirou cuidadosamente sua amradura de placas de metal, e a deixou junto com os cavalos, escondidos abaixo de uma frondosa jamboeira. Oldalin havia sido encarregado de observar a mata enquanto a bela Allia se banhava nas águas do riacho, com o sol refletindo em seus olhos verdes e cabelos castanhos... O bárbaro ex-chefe de Terralta nunca havia tido uma tarefa mais difícil.

De fato, foi devido a algumas olhadelas para o riacho que Oldalin perdeu a atenção a trilha pela qual haviam chegado do sul, e de repente, enquanto girava a cabeça para tentar observar um pouco mais de cena magnifíca que se seguia abaixo da jamboeira em que montava guarda, sentiu uma forte dor perfurante no ombro esquerdo: era uma maldita seta de orc!

“Allia! Allia! Orcs!” – Berrou desesperado enquanto tombava da árvore mais tonto do que um coelho cercado por uma matilha de cães selvagens... Havia veneno na ponta da flecha, e não era dos mais fracos... Oldalin mal conseguiu levantar-se e girar débilmente o machado sem direção definida, e recebeu uma pedrada bem no meio da testa...

Mal conseguia ver o que se passava, tinha sangue escorrendo pela fronte e seu machado do Elmo havia sido chutado por alguns dos orcs que pareciam cerca-lo. Ainda pôde ouvir no detestável idioma orc:

“Mexam-se idiotas, ainda não achamos a mulher!” – Balbuciou aquele que parecia ser o líder, um ignóbil orc gorducho com um enorme arco longo e outra flecha à mira, com mais veneno.

Em meio a indecisão dos orcs, que pareciam já serem muitos, Oldalin ainda conseguiu agarrar a perna de um mais magricela que passava... Mordeu-o tão ferozmente que sentiu seu sangue imundo entrar por sua goela adentro... Não quis cuspi-lô, e continuou mordendo o pobre orc com as últimas forças que lhe sobraram.

Os orcs começaram a chutar Oldalin desesperados, por alguma razão não queriam matá-lo, apenas deixá-lo inconsciente... Foi pena, pois após algumas mordidas o orc estava com a perna dilacerada, quase desmaiando de pura dor.

Nesse momento o orc gorducho fez outra mira com seu arco, dessa vez parecia que não ia poupar a vida de Oldalin, mas pouco antes de acertar-lhe uma seta letal no pescoço, ouve um enorme clarão em toda a área em volta, como se o sol repentinamente ouvesse resolvido mergulhar no mesmo riacho que Allia se banhara.

Quando Oldalin conseguiu voltar a enxergar, observou que a maioria dos orcs ainda estavam totalmente desnorteados, mas ainda eram muitos deles, pelo menos uns 13 ou 14, e não lhe restavam forças sequer para se levantar e correr.

Mas não foi preciso, Oldalin logo se sentiu soerguido pelas mãos ágeis da sacerdotisa de Ayon, e em seguida colocado em cima de seu próprio cavalo... Era a hora certa para fugirem dali! Porém, não parecia ser esse o intuito de Allia: talvez por temer arriscar dar as costas a tantos orcs arqueiros e estilingueiros, achou melhor apenas subir em seu próprio cavalo de guerra (aquele que carregava a mensagem por baixo da sela) e dirigir-se ao líder gorducho:

“Vocês nos atacaram sem motivo, e isso não é o que se faz com amigos! Sei que essas florestas estão repletas de perigos vindos dos 10 infernos, mas nós não fazemos parte disso... Levem-nos a seu líder em sua tribo, e eu lhes contarei mais!” – A voz da sacerdotisa era carregada de autoridade, e ao mesmo tempo tão suave quanto as brisas florais da primavera. Todos os orcs olharam para o seu líder gorducho, a espera de alguma ordem de ataque... Mas ele apenas se apresentou a sua nova amiga:

“Sim, peço desculpas em nome dos orcs de Tindhur, das tribos ao norte da Floresta do Sul. Eu sou Bruergher, e os levarei a nosso chefe, Balthazur!” – Oldalin nunca vira um orc ser tão diplomata, e pensou consigo mesmo que nem todas as maitrandas vêm para o mal...

continua...

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